Descalço. Pra sentir o chão. Usar menos. Usar menos o chão pra sentir os pés descalços. Pra sentir o chão com os pés descalços e esfoliados. Pra sentir melhor o chão da membrana que envolve o pé. Pele. Pra sentir descalço. O chão descascando. Pra sentir o chão descarnado do pé descalço que alça vôo. [...]
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Com Os Pés Descalços
Publicado em Prosa-poética em Abril 20, 2009 | 1 Comentário »
Fé
Publicado em Prosa, Prosa-poética em Abril 2, 2009 | 5 Comentários »
O medo é uma fé. O medo é uma crença. O mundo não anda sem fé; ele está transbordando de fé, porque está transbordando de medo. Ele é um pecador. Um sacerdote do medo. A humanidade, ah, humanidade! Quantas grades, quantos seguros, quantas igrejas, quanta segurança. Você tá sentindo um medo aterrador e precisa de [...]
Eu
Publicado em Prosa, Prosa-poética em Março 15, 2009 | 5 Comentários »
Eu sou muito malvado. Eu sou muito escroto. Eu sou muito inconveniente. Eu sou muito carente. Eu sou muito invejoso. Eu sou muito insensível e egoísta. Eu sou o pior dos homens; de tudo e de todos. Eu sou um desastre. Eu sou, não tive medo de sentir. E admitir. Eu sou muito demandante. Eu [...]
Fonte
Publicado em Prosa-poética em Fevereiro 10, 2009 | 1 Comentário »
Uma fonte inesgotável. Para não cometer os mesmos erros que meus pais. Me atirei no nosso jardim. Me atiro. Para não morrer de um tédio infinito. Planto com delicadeza as flores mais incompreensíveis do mundo. Soluço em você, perto de você, agarrado. Abraçado com força incomensurável. Caminho por várias manhãs endiabradas. Ouço minha própria força [...]
Despido de Temor e Sem Tacape
Publicado em Prosa, Prosa-poética em Fevereiro 5, 2009 | Deixar um comentário »
Ponho meu ouvido no chão e ouço o ronco de uma locomotiva gigante e atroz que corre desembestada por um trilho ensolarado em direção à minha cabeça. Escrevo mais do que consigo, em algum lugar. Tenho uma porrada de desejos desorganizados dentro de mim e vejo que não há redenção senão pelo trabalho encruado na [...]
Indiscreto
Publicado em Prosa-poética em Janeiro 25, 2009 | 2 Comentários »
Uma indiscreta dor. Pelas esquinas tracejam vidas impermeáveis e delírios que tocam o céu de cada boca; caminho pela linha de quem não compreende um território desse tamanho todo. Indiscreto, como dito. Voando alto e incerto por um colchão de flores. Acalento de sonho na solidão da madrugada. Indiscreta. Semente apreende caminho, incoerente cor do [...]
Lapso atemporal
Publicado em Prosa-poética em Janeiro 4, 2009 | 2 Comentários »
Amar demais.
Sem medo.
Saco vazio, de pé.
Uma construção. Augusto caminha franciscano em seus deslizes. Se esvazia; remorso é um sentimento que o ocupa, mesmo quando está vazio, e isso o mantém como um saco em pé em meio a uma teia de melindres. Ama demais sem medo tudo que o ocupa, a despeito de [...]
Publicado em Prosa, Prosa-poética em Dezembro 18, 2008 | 1 Comentário »
Todo cabrito é generoso quando quer, e as ruas não são diferentes disso, se você souber o caminho você pisa, senão, amarela. Se tiver coragem de tomar a chuva na cabeça, atravessa. Porque o amargo pode vir sem o doce, e isso é perigoso. A sujeira pode permanecer, e se você não sapatear a música [...]
Vôo Cego em Braile
Publicado em Prosa-poética, etiquetado Lua Cosmos Clamor em Dezembro 2, 2008 | Deixar um comentário »
Cosmos. Em uma só palavra. Espaço certo, crescente e caótico. Improvável e inusitado. Todos diriam “que maluco”, mas isso não importa. Mais. Fodam-se as esferas adormecidas e adocicadas em timbres moucos. Passando, sendo, sem relativização. Adormecido em sonhos delirantes, sempre. Coisas incompreensíveis. Cercado e considerando. Cada um com seu caráter, cada um na sua ética. [...]
Marquises
Publicado em Prosa-poética em Novembro 24, 2008 | 1 Comentário »
Numa latitude desesperada: tempo pra ser novamente, sem sorte e sem norte, numa tela ou num papel, com ordem e desordem, desejo infalível, oculto, invisível, lamurioso, repetitivo, ensurdecedor, mais e mais camadas de significados interrompidos por valores indivisíveis, fuga da tristeza com tremendo esforço, mais uma vez danada como um dromedário alado, sedento e de [...]


