Ontem eu vi na TV
Um idiota perguntar ao outro:
“Se as drogas fossem legalizadas no Rio hoje a cidade teria paz?”
E o outro respondeu “Não.”
Faltou um idiota perguntar ao outro:
“Com as drogas proibidas, o Rio tem paz?”
Mas idiotas
Não costumam fazer
Esse tipo de pergunta.
Se fizessem
Poderiam concluir
Que as drogas
Nada têm a ver com paz.
Tem país
Onde se entra
Num estabelecimento [...]
Arquivo da categoria ‘Poesia’
Ontem na TV
Publicado em Poesia em Novembro 10, 2009 | 1 Comentário »
Ode ao nosso carrinho
Publicado em Poesia em Setembro 10, 2009 | 2 Comentários »
De todos os motores a explosão,
São fundidos os que perdem seu hermetismo.
Batem e travam
Como chincheiros à meia-noite.
O mecânico-poeta nos disse:
O motor abandonou.
Faltou-lhe o visgo
Pra lubrificar as entranhas.
Por um período andou seco
Como buceta frígida
Carente duma mandioca
Que a irrigasse.
Quando o molho chegou,
Tarde demais.
O pistão e o cilindro
Já não se falavam mais.
Fundiu, tá fundido.
Ao ex-carro:
Que o aguarde
Um futuro [...]
Eu sou pó moderno
Publicado em Poesia em Agosto 7, 2009 | 1 Comentário »
Eu sou pó moderno.
Nunca sou a continuidade de ontem.
Durmo com a cabeça cheia de planos
e acordo com os pés no travesseiro.
E se finjo ir na direção contrária,
é porque à tarde já volto a querer ser fotógrafo no interior do Brasil.
De noite noto que o dia acabou,
pra mim
e apenas [...]
mistura
Publicado em Poesia em Junho 27, 2009 | 1 Comentário »
dri
minha mafalda
bardot
Melodia de Caça
Publicado em Poesia, Prosa-poética em Junho 18, 2009 | Deixar um comentário »
Níveis incandescentes de stress. Melodia ancestral de caça. Caça ao abrigo. Melodia de fim dos tempos pra quem pensou um dia que tudo podia ser eterno. Melodia de eterno recomeço, pra quem carrega nas costas níveis de stress incandescentes, mas não perde o hábito de rir, ou de gargalhar, o quanto melhor. Pra quem não [...]
Eminente
Publicado em Poesia, Prosa-poética em Maio 14, 2009 | 1 Comentário »
Eu sou a eminência de mim mesmo. Com vertigem emocional.
Publicado em Poesia em Maio 1, 2009 | 1 Comentário »
Todos esses fantásticos atributos.
Todos esse fantásticos e maravilhosos atributos.
Todos esses fantásticos e maravilhosos atributos a que ninguém se furta.
Todos esse fantásticos e maravilhosos troféus aos quais ninguém se furta.
Toda essa inefável culpa.
Tudo.
O que não se quer falar.
O que se culpa.
Todo esse maravilhoso ser.
Todo esse ser humano.
Todo ser.
Tudo culpa.
Delusionática
Publicado em Poesia em Dezembro 10, 2008 | Deixar um comentário »
Uma máscara mortuária
dançando de pernas bem abertas
pro mundo
pernas bem fininhas e bem abertas,
carne macilenta de desespero acinzentado
mundo insano e doido de raciocínios
que não se completam
num transe quase místico
num frenesi de consumo compulsivo
e planos compulsórios
e falta de senso e nexo
e prazer pela redescoberta de alguma direção
sob nenhuma batuta que cheire ou mele
meus sonhos mais eloqüentes e [...]
Publicado em Poesia em Novembro 28, 2008 | 1 Comentário »
desenfreadamente
desenfreada
mente
desperto
Publicado em Poesia em Novembro 17, 2008 | 1 Comentário »
Linha empurra pra frente em perspectiva no lugar e no tempo tudo lugar comum.
Força indigesta insana ou pueril fábrica ininterrupta de linhas a serem traçadas.
Véu nu como uma criança presa a uma linha futuro.
Tiros perfurantes ofertas nações emocionadas.
Linha segue na cabeça infinitos traçados até o mesmo lugar em perspectiva.
Opções opiniões muros escorrendo pela vala sonho.
Certeiro [...]


