Feeds:
Posts
Comentários

Arquivo da categoria ‘Poesia’

Ontem na TV

Ontem eu vi na TV
Um idiota perguntar ao outro:
“Se as drogas fossem legalizadas no Rio hoje a cidade teria paz?”
E o outro respondeu “Não.”
Faltou um idiota perguntar ao outro:
“Com as drogas proibidas, o Rio tem paz?”
Mas idiotas
Não costumam fazer
Esse tipo de pergunta.
Se fizessem
Poderiam concluir
Que as drogas
Nada têm a ver com paz.
Tem país
Onde se entra
Num estabelecimento [...]

Ler o post por completo »

Ode ao nosso carrinho

De todos os motores a explosão,
São fundidos os que perdem seu hermetismo.
Batem e travam
Como chincheiros à meia-noite.
O mecânico-poeta nos disse:
O motor abandonou.
Faltou-lhe o visgo
Pra lubrificar as entranhas.
Por um período andou seco
Como buceta frígida
Carente duma mandioca
Que a irrigasse.
Quando o molho chegou,
Tarde demais.
O pistão e o cilindro
Já não se falavam mais.
Fundiu, tá fundido.
Ao ex-carro:
Que o aguarde
Um futuro [...]

Ler o post por completo »

Eu sou pó moderno

Eu sou pó moderno.
Nunca sou a continuidade de ontem.

Durmo com a cabeça cheia de planos
e acordo com os pés no travesseiro.

E se finjo ir na direção contrária,
é porque à tarde já volto a querer ser fotógrafo no interior do Brasil.

De noite noto que o dia acabou,
pra mim
e apenas [...]

Ler o post por completo »

mistura

dri
minha mafalda
bardot

Ler o post por completo »

Níveis incandescentes de stress. Melodia ancestral de caça. Caça ao abrigo. Melodia de fim dos tempos pra quem pensou um dia que tudo podia ser eterno. Melodia de eterno recomeço, pra quem carrega nas costas níveis de stress incandescentes, mas não perde o hábito de rir, ou de gargalhar, o quanto melhor. Pra quem não [...]

Ler o post por completo »

Eminente

Eu sou a eminência de mim mesmo. Com vertigem emocional.

Ler o post por completo »

Todos esses fantásticos atributos.
Todos esse fantásticos e maravilhosos atributos.
Todos esses fantásticos e maravilhosos atributos a que ninguém se furta.
Todos esse fantásticos e maravilhosos troféus aos quais ninguém se furta.
Toda essa inefável culpa.
Tudo.
O que não se quer falar.
O que se culpa.
Todo esse maravilhoso ser.
Todo esse ser humano.
Todo ser.
Tudo culpa.

Ler o post por completo »

Delusionática

Uma máscara mortuária
dançando de pernas bem abertas
pro mundo
pernas bem fininhas e bem abertas,
carne macilenta de desespero acinzentado
mundo insano e doido de raciocínios
que não se completam
num transe quase místico
num frenesi de consumo compulsivo
e planos compulsórios
e falta de senso e nexo
e prazer pela redescoberta de alguma direção
sob nenhuma batuta que cheire ou mele
meus sonhos mais eloqüentes e [...]

Ler o post por completo »

desenfreadamente 
desenfreada
mente  
  

Ler o post por completo »

desperto

Linha empurra pra frente em perspectiva no lugar e no tempo tudo lugar comum.
Força indigesta insana ou pueril fábrica ininterrupta de linhas a serem traçadas.
Véu nu como uma criança presa a uma linha futuro.
Tiros perfurantes ofertas nações emocionadas.
Linha segue na cabeça infinitos traçados até o mesmo lugar em perspectiva.
Opções opiniões muros escorrendo pela vala sonho.
Certeiro [...]

Ler o post por completo »

Posts mais antigos »