A mais nova novíssima invenção da máquina de novidade: a máquina de bagunça pra dentro. Por que todo dia não suportava seu trabalho e precisava entrar pra dentro de si. Daí que veio com essa. Não foi difícil; estivera guardada num bolso do cérebro desde criança, precisou só despertá-la. Era apertar forte os olhos, olhar pra dentro, e dar um cambalhota sem sair do lugar, ali, na sua cadeira dura do seu escritório opressor. Podia fazer isso em silêncio, sem falar com ninguém, sem dar bandeira. Em coisa de segundos curtia uma baguncinha por dentro, algumas até de cunho sexual, suoreszinhos, gemidinhos, baixinhos, sem ninguém ver, pra dentro de si. Cambalhotinhas, galhofas, engazopação. Tudo em silêncio, no maior estilo, como um salto mortal pra dentro de si. No máximo franzia a testa, e assim ia levando. Fazendo bagunça pra dentro, sozinho, em silêncio, não obstante toda dureza.
A máquina de bagunça pra dentro
Outubro 20, 2009 por capiteo



Man, ducaralho!
Lembro de um amigo meu abrindo a sala da ilha de edição de dizendo em voz alta, quase em falsete:
-Meu irmão, tem um monte de sentimentos aqui dentro… e tá tudo misturado!
…As vezes as novidades mais estranhas são as que nos parecem mais familiares.
jah Bless!
É igual a viver dentro de um aquário?
Mais prum escafandro.
máquina de bagunça é a mais essencial invenção!