
Níveis incandescentes de stress. Melodia ancestral de caça. Caça ao abrigo. Melodia de fim dos tempos pra quem pensou um dia que tudo podia ser eterno. Melodia de eterno recomeço, pra quem carrega nas costas níveis de stress incandescentes, mas não perde o hábito de rir, ou de gargalhar, o quanto melhor. Pra quem não perde a capacidade de aprender, de lutar, de gozar, de fruir. De fuder. E principalmente, pra quem não perde a capacidade de sentir dor, a dor do stress, a dor de estar vivo. De rir da própria desgraça e recomeçar sempre, mesmo depois da morte. Níveis melódicos incandescentes pra quem recomeça a destruir o medo, mesmo depois de ter se cagado todo nas calças. Mesmo o mais simples dos umbigos trás em si uma melodia ancestral, pra ser ouvida de ladinho, com o rosto colado ao chão. Melodia de vertigem pra quem sabe entoar um cântigo em meio ao maior dos tormentos. Níveis de emoções inéditas e inimagináveis, pra quem trás nas costas as marcas de níveis. Stress incomensurável de caça ao abrigo pra fugir de melodias tolas que minam as mínimas certeza intermináveis: no riso, no fundo, no chão. Melodia de stress, mas ainda sim cantando. Quem é adepto de precipício acaba aprendendo a voar. Melodia emocional e melancolia de caça.


