Uma fonte inesgotável. Para não cometer os mesmos erros que meus pais. Me atirei no nosso jardim. Me atiro. Para não morrer de um tédio infinito. Planto com delicadeza as flores mais incompreensíveis do mundo. Soluço em você, perto de você, agarrado. Abraçado com força incomensurável. Caminho por várias manhãs endiabradas. Ouço minha própria força clamando em meu peito, como que esvaziando. Peço um abraço. Um regador para acalmar meu coração. Peito ardendo. Quero simples, te encontrar de novo e não temer. A melancolia retumbante; jogo ela fora, ela volta. Quero ter a simplicidade de te saber. Espaço para abarcar os medos. Por mais vontade que tenha de esmigalhar e destroçar toda melancolia que sinto, ela fica rebrotando. Um passo no escuro e volto para casa. Contigo. Minha música. Nos teus olhos tua dor, nos meus, um desejo de desfazê-la. Ser forte e grande e gigante e infinito para não temer e ter mais coragem do que mesquinhez e temor. Sóbrio. Alma em profusão, sem ser raso.
Fonte
Fevereiro 10, 2009 por capiteo
Publicado em Prosa-poética | 1 Comentário
Uma resposta
Deixe uma resposta
-
Tópicos recentes
Blogroll
-
Comentários

Guilherme Xavier em Quem sabe? 
Guilherme Xavier em A máquina de bagunça pra … 
Guilherme Xavier em Verão 
Guilherme Xavier em Entre o abismo e os jorna… 
Guilherme Xavier em Ode ao nosso carrinho Categorias
-
Mais Acessados
Arquivos
-
Principais mensagens
Tags
-
Flickr Photos



More Photos Páginas
Meta
Esse querer ser o que não é, sabendo não saber ser.