Todo cabrito é generoso quando quer, e as ruas não são diferentes disso, se você souber o caminho você pisa, senão, amarela. Se tiver coragem de tomar a chuva na cabeça, atravessa. Porque o amargo pode vir sem o doce, e isso é perigoso. A sujeira pode permanecer, e se você não sapatear a música [...]
Posts de Dezembro, 2008
Publicado em Prosa, Prosa-poética em Dezembro 18, 2008 | 1 Comentário »
Eu Contribuí Para Estressar o Artista
Publicado em Prosa em Dezembro 15, 2008 | 2 Comentários »
Fui a um show, coisa que não faço quase nunca. Evito; acho estranho, impessoal, o ídolo e o altar, os devotos. Sou meio arredio a multidão, a público. Fui porque gosto do artista e recebi convites, e uma pulserinha.
Tudo ótimo, intimista, e na hora de ir embora, alguns amigos, que estavam próximos o show inteiro, [...]
Delusionática
Publicado em Poesia em Dezembro 10, 2008 | Deixar um comentário »
Uma máscara mortuária
dançando de pernas bem abertas
pro mundo
pernas bem fininhas e bem abertas,
carne macilenta de desespero acinzentado
mundo insano e doido de raciocínios
que não se completam
num transe quase místico
num frenesi de consumo compulsivo
e planos compulsórios
e falta de senso e nexo
e prazer pela redescoberta de alguma direção
sob nenhuma batuta que cheire ou mele
meus sonhos mais eloqüentes e [...]
Imprudência
Publicado em Prosa, etiquetado crise global mundial em Dezembro 3, 2008 | 5 Comentários »
Aconteça o que acontecer, continuam vendendo cigarros. As ruas continuam sendo o chão, a despeito de toda crise mundial. Os carros continuam rodando, os juros, os giros, os expedientes. A despeito de todos os prognósticos pessimistas. A despeito de toda miséria, de toda indiferença, de toda dor. De todas as dívidas catastróficas. De toda crise [...]
Vôo Cego em Braile
Publicado em Prosa-poética, etiquetado Lua Cosmos Clamor em Dezembro 2, 2008 | Deixar um comentário »
Cosmos. Em uma só palavra. Espaço certo, crescente e caótico. Improvável e inusitado. Todos diriam “que maluco”, mas isso não importa. Mais. Fodam-se as esferas adormecidas e adocicadas em timbres moucos. Passando, sendo, sem relativização. Adormecido em sonhos delirantes, sempre. Coisas incompreensíveis. Cercado e considerando. Cada um com seu caráter, cada um na sua ética. [...]


