grandes figas ocultas contra o inexorável caminhar da carruagem copulam em minha margem com as pernas bem abertas como uma puta num bordel incandescente fervilhando de dor e paixão e suor e sangue e madrugada adentro num eterno amanhecer entre dentes figuras aladas voam em direção ao sol e queimam idiotas e teimosos não querem ver o acúmulo de temperos bem aplicadinhos em curvas deliciosas marimbondos acampados em bancos de praça cortejam executivos mofados sem pés dinâmicos gangrenas aladas adestram o horizonte enquanto vejo meus olhos nos olhos do espelho uma luz e um altar de pérolas sagradas definem cânticos misteriosos em catedrais domésticas churrasco derivados de petróleo em veios engarrafados entupidos empoeirados envaidecidos rolha presa num furo da represa cheiro de arbustos secos e lebres desativadas virtuais ou mecânicas achadas num reflexo sem ser balanço de criança indomável presa numa estrada de futuro ancorada em raízes profundas rasas porcas e rasgadas injuriosas e vândalas devassas sem luz num ápice de escuridão pouca visão cínico num ser de vaidade sem visão profusão presa em apartamentos gavetas e pessoas e lembranças indecorosas rastreadas numa membrana tênue e incerta um pote adormecido um grupo que se perde cada vez mais em si entre migalhas de agressão pasmem do convívio uma flor dentro de si cada um com seu ser indecente e vazio só e vagante todos de mãos dadas uma velocidade superior àquela de antes um momento vago em que algo passa
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Legal sem freio de mao feito um blogJoyceJoaoGuimaraesRosa do asfalto da tela do pc.
Obrigado pela vista. Passa mais prum cafezim.