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Posts de Novembro, 2008

desenfreadamente 
desenfreada
mente  
  

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Marquises

Numa latitude desesperada: tempo pra ser novamente, sem sorte e sem norte, numa tela ou num papel, com ordem e desordem, desejo infalível, oculto, invisível, lamurioso, repetitivo, ensurdecedor, mais e mais camadas de significados interrompidos por valores indivisíveis, fuga da tristeza com tremendo esforço, mais uma vez danada como um dromedário alado, sedento e de [...]

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Com grande andar ganho uma pena em cada mão; não sou surrealista mas escrevo correndo pelos corredores, de forma quase aleatória às vezes, mas sempre tão imbuída de razão. Palavras estúpidas vomitadas num fluxo forçado, trêmulo. Medonho. Preso pra fugir. De algum lugar. Meu tesouro. Meu amigo. Tão distante. Tanta saudade. Escrevo pra fugir do [...]

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desperto

Linha empurra pra frente em perspectiva no lugar e no tempo tudo lugar comum.
Força indigesta insana ou pueril fábrica ininterrupta de linhas a serem traçadas.
Véu nu como uma criança presa a uma linha futuro.
Tiros perfurantes ofertas nações emocionadas.
Linha segue na cabeça infinitos traçados até o mesmo lugar em perspectiva.
Opções opiniões muros escorrendo pela vala sonho.
Certeiro [...]

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Um Café ao Encontro

Eu sou uma topeira cega que cavou até o Japão sem saber…
Meu novo amigo, um Punksauro, pelo que consta, bicho em extinção.
Aqui ó - http://corsarios-efemeros.blogspot.com/

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grandes figas ocultas contra o inexorável caminhar da carruagem copulam em minha margem com as pernas bem abertas como uma puta num bordel incandescente fervilhando de dor e paixão e suor e sangue e madrugada adentro num eterno amanhecer entre dentes figuras aladas voam em direção ao sol e queimam idiotas e teimosos não querem ver o [...]

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Mantra

Tenho sonhado em visitar um amigo, e ao chegar lá ele me diz “pô, tô te esperando fazem mais de mil anos, a gente quer que você seja nosso agora” e me aponta uma turma em volta que conjectura idéias baratas e mofadas como se fossem sofisticadíssimas teorias científicas e então eu digo “não creio [...]

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Um uivo de elefante. Ele não esquece a infância, esse território sagrado e esquecível. Contém o atributo do esquecimento. Inaugura-se em mim um novo medo hermético que já nem me lembro mais, e isso não dá musica. O que mais dá? E o que não dá? Deliro sem sentido, me debatendo. Me assumo de novo. [...]

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