Ler pra não ser lido, jamais. Ler lindo. Escrever. Saindo o tempo inteiro de campo, de visual, de ardência. Descalabro seguido, envaidecido e sem rumo. Uma descaracterização descomunal dia a dia, pra quem doa, pra quem não tem o que doar. Pra tudo mais o que é seguido. Sem seqüência, uma força à toa, desperdiçada. [...]
Posts de Setembro, 2008
Ler pra não ser lido
Publicado em Prosa-poética em Setembro 28, 2008 | 1 Comentário »
De ressaca
Publicado em Prosa em Setembro 26, 2008 | Deixar um comentário »
Caminhava meio adormecido pela rua. Sonolento, como se suas pernas pesassem muito. Se arrastando. Mas seguia. A dor alternava-se com a leveza do deslizar, quase que flutuando, sem corpo, olhando as coisas da cidade. A rua. O movimento das coisas. Que rolam. Ao acordar, não sentira tão intensamente as seqüelas da noite anterior, da intensa [...]
Invasor de espaço, infância
Publicado em Prosa em Setembro 26, 2008 | Deixar um comentário »
O amiguinho precisava da cumplicidade infalível do outro para que o plano desse certo. E o que de fato isso significava? Que o outro não deveria, em hipótese alguma, revelar o plano a nenhum adulto, sob pena de o mesmo não dar certo. Era evidente que nenhum adulto compreenderia em sua totalidade e extensão as [...]
Luneta Danada
Publicado em Prosa-poética em Setembro 24, 2008 | Deixar um comentário »
Crônico apertador de botões sentado em cima de um cofre! Com a bunda suja, dura e lambuzada de mel ele ama a todos e por todos é amado! Viva ele! Seu carisma exala um cheiro doce e delicioso, de suas mangas brotam flores coloridas. Ostenta no peito uma gravata de cifrões. Recebe em sua ante-sala [...]
Claudia Leite e o Triunfo da Coxa Grossa
Publicado em Poesia em Setembro 24, 2008 | 2 Comentários »
Claudia Leite como metáfora. Claudia Leite triunfante. Claudia Leite como meio. Claudia Leite como começo.
A imagem acima de qualquer virtude. Música como pano de fraude. Fudelância. Coxas grossas e reluzentes moldando o foco. Aperfeiçoamento de Sangalo.
Um passo além. Destruidora de corações, mentes e sensibilidades. Encorajada resignação. Simplificado golpe, máxima objetividade.
Cascata de leite jorrando da vara. [...]
Sem nome
Publicado em Prosa-poética em Setembro 23, 2008 | Deixar um comentário »
A violência latente do silêncio. Um ciclo de paz e ruminação ininterruptos. Caça e pesca esportiva. Um gênio iluminado de simplicidade e sombra. Solidão. Óbvio. Ovo de serpente. No lago. No lago de água turva, parecendo profunda.
Ressentimento. Imensidão. Dói. Uma nave voando entre dejetos espaciais. Pirâmides preconizam uma sabedoria oculta explícita. Flâmulas desejáveis ardem no [...]
Pulo de Gafanhoto
Publicado em Prosa-poética em Setembro 23, 2008 | Deixar um comentário »
Pendor para uma bruxuleante luxúria dominadora. Consumo rápido.
Meu berço. Nele, um hipopótamo macilento pede espaço para descansar. Penso logo em savanas longínquas, sonho acordado com memórias do meu avô.
Um ranço melancólico de preocupações demais, repetitivas. Uma escada-esconderijo onde meninos pobres tocam leves pandeiros. Uma sujeira apaixonante; gosto bom de coisa ruim.
Um algoz mascarado que [...]
Gozo de Flor
Publicado em Prosa-poética em Setembro 23, 2008 | Deixar um comentário »
Um incomensurável gozo de flor. Tenho dentro de mim um parasita de mim mesmo, uma iguaria consumível de um álibi idiota. Desculpas não colam por aqui campeão, esse mundo é devastado por uma luz da madrugada e um colorido de dor e egoísmo censurado por uma hipocrisia porca dos homens que querem triunfar.
Eles, que no [...]
Certo
Publicado em Poesia em Setembro 23, 2008 | Deixar um comentário »
Uma nuvem de gafanhotos que se afogam em cachaça.
Um desejo louco / feroz / voraz por música.
Uma preguiça de trópicos destemperados.
Uma breve emancipação da consciência.
Um piano flutuante. Uma colina com cercas e mais cercas.
Uma colina deslizante. Uma ovelha despedaçada.
No meu pijama guardo uma lanterna pra iluminar camadas invisíveis de histórias.
Um regozijo de dor e [...]
Hermético Ininterrupto
Publicado em Prosa em Setembro 23, 2008 | Deixar um comentário »
Tento me esquivar de certas evidências inegáveis acerca de coisas que devo fazer. Devo – no imperativo -, não devo a ninguém, não há quem me obrigue, a não ser eu mesmo, e umas idéias, uma vontade, um desejo. Mas fico sempre rodando em volta do meu próprio rabo, adiando, adiando.
Raras são as vezes [...]


